segunda-feira, 12 de março de 2012

O COMPROMISSO DO ESPÍRITA





                 O COMPROMISSO DO ESPÍRITA


Todos nós estudiosos e frequentadores de centro espírita sabemos que temos vários compromissos a cumprir em consideração aos tantos benefícios recebidos através desta doutrina luminosa que é a Doutrina Espírita.
Começando com Kardec, estudando sempre seus livros básicos para colocar na mente a profunda filosofia espiritualista trazida pelo Espírito de Verdade e seus auxiliares. Educamos o coração com os ensinamentos do Evangelho de Cristo fazendo a reformulação do nosso universo interno; criando o Reino de Deus em nós.


Os compromissos do espírita não são apenas ligações com Kardec e Jesus. Não apenas com seu centro e ao centro que rege sua casa espírita.
O espírita tem obrigações com o universo inteiro. Começando pelo seu planeta Terra e tudo que está contido nele.
Cuidar de seu envoltório físico que é seu livro de estudo no chão planetário.
Há o dever com a família, fazendo-a unida e ciente dos conhecimentos doutrinários. Dando exemplo de moral e amor universal para que sejam absorvidos pelos familiares.


Há o dever com a sociedade, não fomos educados para viver em círculos fechados de família, amigos ou simpatizantes de nossa linha espiritual.
Há o dever de educar as crianças e jovens para evitarem os vícios, fugindo da marginalidade e do crime. Ensinar a moral elevada guiando-os à evolução.


Há o dever com a ecologia: reciclando materiais básicos; cuidando da pureza da água, da terra e do ar.
Há o dever com os animais que são nossos irmãos menores. Vacinando, alimentando e também dando carinho aos seres que possuem todos os sentimentos em embrião.


Há inclusive, o dever de evitar as diferenças que estão ocorrendo em vários centros espíritas onde vemos separações causadas por opiniões diversas que nada contribuem para fortalecer a Doutrina Espírita.
Toda divisão faz perder a força de elevação.
Há o dever de não considerar sua casa espírita melhor do que a outra. Todos os centros possuem ligação com a mesma Luz Divina.
Onde se encontra amor e estudo, aí estão os alicerces da Doutrina dos Espíritos.


Só em um aspecto o espírita não tem compromisso algum: com o mal.



                                           Miryã Kali/MLucia




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SÓ OS PASSES RESOLVEM?


                                      SÓ OS PASSES RESOLVEM?
 
 
Há muito que andamos observando que os centros espíritas, inclusive o nosso, preocupa-se demasiado com os passes. A forma de aplicação, locais para formar câmaras de passes, preparação de médiuns para aplicar passes, enfim, uma preocupação quase exclusiva com esta tarefa.
 
 
Rememorando a época que Kardec vivia e atuava na Doutrina Espírita, lendo toda obra da Codificação e a Revista Espírita criada por Allan Kardec não encontramos nenhuma referência aos passes, do que concluímos que a Codificação Espírita não foi trazida pela falange do Espírito de Verdade para se criarem câmaras de passes em centro. Não que estejamos aqui invalidando este auxílio fraterno que muitos assistidos precisam, sem esquecer que o próprio Jesus aplicava suas poderosas energias com a mão espalmada sobre a cabeça dos necessitados, mas sempre dizia depois: "Vai e não erre mais". Ensinava a não mais errar, não só curava.
 
 
No trabalho de Atendimento Fraterno notamos que as pessoas querem apenas se fortalecer através dos passes e pedir que o centro espírita, ou o plano espiritual, resolvam seus problemas sem nenhuma participação de si próprio no auto aperfeiçoamento e cura. Poucos, mas muito poucos, procuram um centro para ampliar seus conhecimentos espirituais, isto é, para estudar a Doutrina. Quando os problemas se vão as pessoas se ausentam do centro sem saber como se defender na parte espiritual, saem mais ignorantes de quando entraram e sentindo novamente as dificuldades, retornam em busca dos PASSES ficando, muitos, dependentes deste auxílio por anos.
 
 
Há uma necessidade urgente de se mudar a imagem que a Doutrina Espírita passa para a sociedade. Hoje notamos que os que buscam um centro vão para encontrar nestes locais um milagre para resolver problemas do trabalho, ou falta de trabalho; mudar milagrosamente os que os incomodam; cura para doenças e depressões; há até os que buscam casamento e batizados dentro do Espiritismo, fato ocorrido muitas vezes comigo. Mas os que procuram estudar e conhecer é a minoria.
De quem é a culpa?
Do próprio centro que não procura enviar os assistidos para estudar a Doutrina, para conhecer a vida espiritual através dos bons livros espíritas, inclusive os de Kardec. Há apenas a preocupação de qual tipo de passe indicar, a cor dos papéis para marcar a frequência;as fichas da consulta espiritual; sem que percebam, estão se tornando burocratas dos passes.
Sabemos que em quase toda assistência há a palestra breve do expositor, mas por melhor que seja esta preleção não há o tempo necessário para, não só, evangelizar como ensinar mais coisas contidas no Livro dos Espíritos, pois a Doutrina Espírita não se limita apenas ao Evangelho.
 
 
É de suma importância dizer ao assistido que ele tem que estudar para saber de onde veio (antes de reencarnar), para quê nasceu e para onde vai depois que desencarnar. Qual a finalidade da vida.
 
 
Já fiz estas perguntas a muitas pessoas comuns e também as cultas com mestrados, doutorados e outros títulos acadêmicos que não sabiam nenhuma das respostas mostrando a necessidade dos centros espíritas de incentivarem os assistidos a ESTUDAR O ESPIRITISMO e não só tomar passes.
Digo sempre aos que sentam a minha mesa que passe é uma ajuda periférica, mas que a maior ajuda que podemos dar a eles é o conhecimento do Evangelho e da parte filosófica e espiritual da Doutrina Espírita. Indico a livraria e a biblioteca, dou a relação de livros da Codificação e dos outros doutrinários para que eles mesmos através dos conhecimentos adquiridos, resolvam seus problemas e aprendam com eles. Inclusive, incentivo a fazer cursos gratuitos que há no centro. Só depois dou a papeleta do passe, quando há necessidade dele.
 
 
No final do último trabalho de Atendimento Fraterno recebi o texto acima que se encerrou com a frase: "O centro tem a obrigação de ensinar os homens a se libertarem e não ficar dependentes dos passes."
 
 
 
A famosa frase que diz que muitos buscam a Doutrina Espírita pela dor ou pelo amor, seria completa ao dizer que também que há os que buscam pela sede de conhecimentos espirituais e é esta a maior tarefa de um centro espírita que deveria sempre se chamar: CENTRO DE ESTUDOS ESPÍRITAS.
 
 
 
                              
                                        SOBRE O ATENDIMENTO INFANTIL
 
 
Notamos no nosso centro uma grande preocupação em levar a família para a consulta espiritual o que sobrecarrega os trabalhadores desta área. Mas o que se observa nas famílias é mais a falta de disciplina e educação do que a necessidade de passes a linha do P3.
Limpa-se as feridas, mas não cura as doenças. Trabalha-se com as consequências sem resolver as causas, isto é, só a ajuda periférica do problema.
 
 
Quando atendemos os pais em separados e depois a(s) criança(s), encaramos certa confusão. Atendi um casal que pela vibração estavam muito bem e disseram que o ambiente de casa estava relativamente bom e depois veio a filha dizendo que o casal brigava. Em quem acreditar? Se ao retornarem os pais para a conclusão de qual passe a criança, ou eles mesmos, deveriam tomar eu não poderia em hipótese alguma dizer que a criança falou o contrário do que me disseram porque haveria um problema para a criança depois. Pergunto: qual a finalidade de se atender todos em separado?
 
 
Antes, quando atendiamos a família junta dava-se para se perceber como é o ambiente caseiro só notando eles reunidos a minha frente. O pai olhando os filhos enquanto a mãe falava, vice-versa, a paciência de ambos para com os filhos inquietos, um olhar, uma expressão facial de cada um, enfim, a família junta dava mais detalhes de como viviam do que o atendimento em particular. Notava-se se havia amor e paciência entre eles ou não.
O que as famílias mais precisam, como foi dito acima, é de educar e disciplinar os filhos. Pois ouço muitos os pais dizerem: "trouxe meu filho(a) para tomar passes porque anda muito rebelde e malcriado(a)." Pergunto: passes educam? P3E ou P3C fazem os pais serem mais pacientes e amorosos?
 
 
Há também muita condenação aos pais sobre os problemas dos filhos, claro que muitos são os culpados das dificuldades da prole, mas não é regra geral. Os pais de hoje, embora muito liberais com a educação, são muito mais amorosos e amigos dos filhos dos que de antigamente. O que deveria haver é o equilíbrio entre os dois tipos paternos.
Pais são seres imperfeitos tentando educar e criar criaturas imperfeitas, podem ter muitas falhas, mas a maioria ama os rebentos. Não há tanta necessidade de enviar a família inteira para a consulta espiritual, o bom senso tem que prevalecer.
Antigamente não havia nenhuma criança tomando passes de adultos e muitas foram auxiliadas com o passe próprio para a infância, hoje quase é a metade dos assistidos dos passes não infantis.
 
 
Retorno ao tema das crianças da Nova Civilização que estão reencarnando em massa atualmente. São criaturas um pouco mais evoluídas que as de ontem, mas também, extremamente sensíveis às vibrações da casa, da sociedade e da Terra.
 
 
É necessário ensinar aos pais para viverem o máximo possível em harmonia, pois até uma rusga pode provocar uma avalanche de sentimentos negativos na criança, o que pode ter acontecido no caso da menina que narrei acima.
Mais do que tudo, o centro tem que ensinar, informar e ajudar os assistidos a ficaram independentes dos passes.
 
 
                                                            Maria Lucia
 
 
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PODER



   PODER!

Pitágoras traído e sua escola de Crotona destruída...
Thiago de Molay queimado e a Ordem dos Templários dissolvida...
Jesus crucificado e seus seguidores barbaramente perseguidos...
Lutero excomungado e trucidado na figura de seus fiéis...

O poder de Cesar se perpetuou na presença de Napoleão, Hitler, Pol Pot, Pinochet, Milosevitc e
outros que passaram pela história como Átilas sobre os direitos e valores humanos.

Mas Pitágoras ainda vive. Seus ensinamentos atravessaram as eras permanecendo vivo na memória da humanidade.
Jesus continua atuante através das obras dos verdadeiros cristãos.Seu exemplo dividiu a história com a força de seu amor e sabedoria.
Lutero possui hoje mais seguidores que na época que viveu.
Os templários reencarnaram e unidos lutam por um ideal maior.


        Dos césares de antanho restam apenas cinzas e ruínas; dos modernos, esquecimentos e cadeira de réus nos tribunais internacionais.
Todo poder que se eleva, tanto religioso como político que é utilizado para oprimir e anular o direito dos homens, está condenado a cair pela lei infalível de Causas e Efeitos.

O império das forças negativas que por tantas épocas dirigiu insensatamente os homens, está perdendo o seu poder, pois nunca houve tanta sede humana de paz e fraternidade como no momento atual.
Novas luzes estão guiando a humanidade.


        Não valorizemos demasiadamente o poder do mal.
O mal é provisório e o bem é a força eterna.





                                                                      Miryã Kali/ MLucia




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

GEOMETRIA



GEOMETRIA



         Nossa vida na terra e no astral não pode ser definida pela geometria,
nem pela matemática e, menos, pela gramática de qualquer país.
São eles instrumentos para serem usados na matéria, facilitando a
vivência no planeta. Não possuem tanta importância no estudo da alma
humana em seu crescimento para a eternidade.

A natureza não usou fita métrica, nem usou esquadro ou régua trian-
gular para traçar suas construções na crosta terrestre; tampouco usou
a gramática para erguer o homem.



       
Utilizou os materiais do espírito: com a Sabedoria traçou as formas e
com o Amor, construiu o ser humano.
O traço em linhas retas e formas concordantes é obra puramente humana
para melhor entender o invisível na dimensão visível, mas não é
instrumento do Todo.

Os pequenos usam réguas.
Os grandes, a mão livre.

Há visão mais formosa do que uma bela e natural rosa?
Em quantas linhas retas ou círculos perfeitos são feitas suas pétalas?

Qual o ângulo das nuvens?
E do pôr do sol?

Que se apresenta tão belo no horizonte do oceano quanto nas
linhas onduladas das montanhas...
Qual a sua medida?

Que forma tem o amor?
Quadrado?
Retângulo?
Um círculo no vácuo?

Qual a sua formação gramatical?

Ao estudarmos o ser espiritual, que todos somos, usemos apenas
um símbolo:

O do coração!

O Fiat Lux não foi palavra falada com composição gramatical do
latim.
Foi expressão muda e sábia nascida no imo do Amor Que Tudo
Ama, para construir o Educandário Terra.

Havemos de desmaterializar o estudo do espírito, se quisermos
que o espírito se desmaterialize.


                                                        Miryã Kali/MLucia

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ESTRADA DE DAMASCO





ESTRADA DE DAMASCO


Todos que passaram por uma experiência espiritual, seja através de sonhos, visões, revelações onde aparecem criaturas de grande elevação, um mestre superior, um local fora do comum ou mesmo sensações que os acompanham por uns tempos. Visões, revelações que nos induz a pensar que somos escolhidos pelos seres que guiam a humanidade, como sendo um deles...


Paulo, o apóstolo, citado como um grande exemplo cristão, seguindo pela estrada de Damasco viu um clarão e ouviu a voz do Mestre da Cristandade provocando em sua vida uma mudança total de rumo.
O chamado do Mestre Jesus não foi um prêmio ou privilégio de Paulo que, até aquele momento, só havia feito o contrário do que Jesus pregava aos seus seguidores. A convocação foi apenas o início de uma grande e dolorosa missão.


Os momentos místicos poderão ser considerados uma "Estrada de Damasco" em nossa vida. Quanto maior os dons recebidos ou as visões maravilhosas que nos se apresentam, maiores responsabilidades nos serão cobradas.
Ver ou ouvir uma entidade superior, visões extra físicas, desdobramentos, revelações, tudo nos traz a perigosa sensação de sermos criaturas já evoluídas em comparação ao resto da humanidade. Nem mesmo os profundos conhecimentos que
adquirimos são passaportes para a evolução espiritual.
Somente quando a nossa sabedoria vier com um amor profundo por tudo que existe é que nos graduaremos.


Sabemos que muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos.
Paulo, o apóstolo, não se imobilizou ao receber este chamamento, passou a viver em função de uma grande tarefa espiritual. Missão que lhe rendeu muitos sacrifícios, perdendo todas suas regalias nos templos judaicos, perdeu as riquezas materiais e amigos, sofreu perseguições, foi açoitado, apedrejado inúmeras vezes e preso em várias cidades onde percorreu levando os ensinamentos de Cristo.
Viveu na pobreza com o fruto do seu tear.


Só após a morte é que Paulo foi considerado vitorioso e um verdadeiro escolhido por ter completado sua tarefa de disseminação evangélica. Não só pregou como exemplificou. Não só mudou os homens como mudou a si mesmo. Não esperou recompensas nesta vida.
Muitos de nós tivemos o grande chamamento, mas não podemos hesitar, nem perder precioso tempo na contemplação dos resultados de nossos pequenos esforços; na lamentação da falta de reconhecimento dos outros ou dos sacrifícios conseqüentes deste trabalho.


O chamado não é o coroamento de uma vida, é o início.
Aprovação só virá após cumprirmos nossa tarefa.
Escolhidos seremos depois de vencer.
Não o mundo, mas a nós mesmos.


Miryã Kali/MLucia

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

REFORMA ÍNTIMA OU EDUCAÇÃO INTERIOR?


Muito se ouve ou lê na Doutrina Espírita sobre a necessidade da reforma íntima que compreende atitudes de mudanças nos sentimentos ditos inferiores do homem como o orgulho, egoísmo, vaidade e etc. Para adquirir outros melhores que nos auxiliem na evolução.

Avaliando o nível espiritual da humanidade atual, chegamos à conclusão que o homem encarnado no planeta Terra, em sua maioria, se encontra ainda na fase infantil da evolução.

A criança é um ser em crescimento, portanto, não possui condições de usar plenamente seu livre arbítrio e não podemos cobrar dela atitudes de uma criatura adulta, física e mentalmente formada. Por que seria diferente do espírito na fase infantil?

O termo educação interior seria mais adequado do que a tão usada "reforma íntima", porque a humanidade, em geral, está mais para a formação e construção moral/espiritual do que necessitada de reformas. Assim como usamos mais o termo "educar a mediunidade" do que "desenvolver a mediunidade", deveríamos também optar para a palavra certa a esta operação tão essencial para o nosso crescimento espiritual.

A palavra "reformar" é, segundo o dicionário, "fazer novamente". Como fazer novamente um ser que ainda não se fez? Reforma se faz numa casa velha ou pronta e não numa que está sendo construída. Para se educar interiormente, ou melhor, educar nossos pensamentos e sentimentos é necessário fazer uma auto-análise para identificar o que pensamos e o que sentimos. Esta avaliação nos leva a perceber o que somos.
Descobrir nossos sentimentos inferiores não nos tornará pequenos, mas sim, mais consciente. Pois evoluir é conquistar graus cada vez mais adiantado de consciência.

A razão de estar comentando sobre este assunto considerado de grande importância para o homem, principalmente aos espíritas é com a finalidade de evitar sentimentos de culpas em muitos seguidores quando adquirem noção de possuir inúmeros sentimentos "inferiores" ao fazer auto-análise. Seria de bom alvitre especificar o que sejam os sentimentos para quê foram criados.

Sabemos que o egoísmo é um sentimento inerente a todo ser humano, pois à medida que o homem cresce, espiritualmente falando, torna-se menos egoísta porque este sentimento que servia para sua auto preservação em épocas primitivas agora amadureceu, se transformou em desprendimento e altruísmo. Esta mudança necessária a todos nós não consta como reforma, mas transformação gradual de um sentimento. Nem podemos considerar como inferior o egoísmo ou o orgulho, mas sim, como sentimentos primários e infantis do espírito.
Se uma criatura mais amadurecida ainda contiver em si estes sentimentos há que se reforçar a auto-análise para identificar as causas, mas sempre evitando palavras de acusação ou de sentir-se inferior. Assim como a manuntenção de sentimentos primários seja prejudicial, tanto mais negativo é o remorso excessivo mantido por quem deseja se auto-aperfeiçoar.
O sentimento exagerado de culpa provoca brechas perigosas à depressão e, consequentemente à obsessão.

Ao seguidor da Doutrina Espírita é sempre recomendada a auto-análise e a transformação interior, que tem como finalidade o amadurecimento do espírito encarnado e o Evangelho trazido por Jesus serve como modelo de conduta ideal. Mas é preciso que se evite nas tribunas ou salas de aulas dos centros espíritas a atitude de "pregadores de púlpitos" tão comum antigamente usando expressões acusatórias como se todos os ouvintes fossem criaturas decaídas e os que falam fossem os já "reformados ou evoluídos".

Os centros ligados à Doutrina Espírita têm finalidade de servir de escolas e hospitais para o espírito encarnado e as transformações interiores dos que a frequentam é da alçada de cada um. Não consta nos livros doutrinários que se formem fiscais da condutas alheias nos centros, mas que se aplique a pedagogia do Cristo.

A boa conduta serve de exemplo aos demais.

A construção de nós mesmos é nossa maior responsabilidade, mas a dos outros, cabem a eles mesmos.

Os espíritas que marcaram presença na história do Espiritismo provocaram grandes transformações nos corações alheios usando um método de ensino chamado: exemplo.

Então, cabe a nós começarmos hoje mesmo o amadurecimento do nosso sentir, amando e estudando todas as lições que a vida nos traz para que possamos conhecer o nosso universo interno, até que chegue um dia que encontraremos neste cosmo interior o Criador de todas as coisas. Neste dia a busca da felicidade plena e eterna estará terminada.

                                          Miryã Kali/ MLucia



                                   

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESTUDANDO A REENCARNAÇÃO





                                           ESTUDANDO A REENCARNAÇÃO


Uma das maiores tarefas da Doutrina Espírita foi a de trazer ao Ocidente o conhecimento e a finalidade das reencarnações. Conhecimentos esses que sempre foram comuns no Oriente e nas escolas iniciáticas, que a religião dominante proibiu, contribuindo para um grande atraso nos estudos superiores dos povos ocidentais.


Claro está que não foi a única a trazer luzes para o lado ocidental do planeta, que por muitos milênios esteve envolvido em densas trevas a respeito da grande finalidade da vida e da transmigração da alma à caminho da evolução.


O estudo das reencarnações não tem como objetivo descobrir as nossas pretéritas identidades, quem fomos ou qual nome, provavelmente famoso, tivemos. Estas preocupações são as que menos importam e foram sabiamente projetadas para a inconsciência pela sabedoria divina, por não serem úteis na vida atual.


Procurar saber se fomos alguma cabeça coroada, um personagem famoso da história, uma Cleópatra, Maria Antonieta, um Julio César, um Danton ou grande nome das descobertas humanas são apenas frutos da vaidade que ainda somos possuidores. Teria a história suficiente personalidade famosa para preencher a vaidade de todo mundo? Se por ocasião de alguma regressão de memória soubermos que fomos alguém famoso não haveria motivos para nos envaidecer, pois sabemos que não estamos suficientemente evoluídos para não mais reencarnar.
Se hoje nada somos, menos fomos no passado.


Segundo relatos de entidades espirituais idôneas, existiram grandes homens e mulheres que estão no astral superior, que foram criaturas desconhecidas quando viveram na terra. Os grandes valores humanos nem sempre se projetam na sociedade e passam pela vida no anonimato. Muitos empregados e criaturas humildes de nossas relações podem possuir um cabedal evolutivo muito superior ao nosso. E pelos mesmos relatos sabemos que muitas criaturas famosas e até mesmo as que foram consideradas santas, nem sempre estão numa esfera espiritual elevada. O padrão de avaliação do homem na Terra difere muito do que é usado no plano do espírito. Nem sempre o ser humano é em seu interior o que aparenta no exterior.



A maior finalidade do estudo da reencarnação é propiciar um maior entendimento dos métodos usados pela vida para o engrandecimento da alma humana. Entender os inúmeros porquês que sempre nos vêem a mente nos momentos críticos que atravessamos.

As carências de hoje são frutos do mau uso das abundâncias de ontem, entendendo o ontem como outras vidas ou encarnações. Não conta a falta de algo que não nos incomoda mas, justamente aquilo que mais almejamos e não conseguimos obter, ou seja, riquezas, beleza, fama, status social, algum talento artístico, ou até mesmo um corpo normal, sem deficiência.
Mulheres estéreis, de forma geral, foram as que fizeram uso do aborto em si ou em outras criaturas; os mendigos sem lares provavelmente, foram os políticos ou senhores ricos que despojaram famílias e povos de suas casas. Os que empobreceram outras criaturas nascem hoje em extrema penúria.


Os que antes tiveram grandes projeções na direção de país, grupos ou entidades religiosas hoje nascem obscuros e insignificantes, ontem mandavam e hoje, obedecem. Os perseguidores renascem numa vida de perseguidos. Senhores ontem, serviçais hoje.
Tudo que foi relatado são os fatos mais graves que nem sempre podemos usar como regra geral, há casos e casos.


Nem sempre o sofrimento atual é fruto de ações passadas, muitas vezes são resultados de atos desta vida, como vícios, inimizades provocadas por nós, mau uso ou esforço exagerados nas atividades físicas. Pensamentos negativos de rancor ou mágoas. O mais importante é saber que toda ação provoca uma reação e que nós somos o arquiteto da passarela que atravessamos.
Para sabermos o que fomos ontem é observar o que não temos atualmente.


Outra faceta a considerar é que nem toda pobreza, carência e frustração podemos registrar como carma. Há inúmeros relatos de como uma encarnação é combinada no astral para aqueles que precisam se reajustar para a evolução, programando pobreza, falta de estética ou uma deficiência para melhor auxiliar o espírito no aprendizado da vida. Podemos considerar como instrumento para melhor ascender. Pois uma vida na riqueza, na beleza, projeção social ou outra, dificulta muito a evolução por favorecer muito a fixação da mente na esfera material e na vaidade.


Nascemos para evoluir. Nenhuma criatura cresce ou ascende sendo orgulhosa, egoísta ou com outros sentimentos menos nobre. Portanto podemos deduzir desta reflexão, as causas de muitas pessoas com grande orgulho pessoal, nascerem em lares onde são constantemente humilhadas e inferiorizadas no ambiente social, são para poderem tirar de si o grande obstáculo na obtenção da luz espiritual.


O ego inflado é o paredão que separa o homem de Deus.
Nada mais favorável a conquista da humildade do que uma vida de simplicidade e insignificância; nada melhor para tirar uma grande vaidade do que a pouca projeção social, até mesmo um físico sem estética ou atrativo.


Criaturas que em outras vidas se arrojaram no suicídio danificaram seu perispírito (um dos inúmeros corpos que o homem possui) renascem com as conseqüências desta grave atitude. São os casos de nanismo, deficiência mental ou física, surdez, paralisia, doenças crônicas nos órgãos internos e outros. Os antigos viciados renascem em corpos doentes ou deficientes.
Pode parecer para os leigos que tudo são castigos e que uma mão superior vive dando sofrimentos a seu bel-prazer. Os que se aprofundam nestes estudos sabem que a vida do homem é o que ele mesmo faz; o que provoca dor é mais a ignorância do ser sobre si mesmo e a respeito das leis que regem o Universo do que uma vingança de um Deus cruel.


Como os povos que aprendem a se higienizar e prevenir afastado as epidemias graves. Todo sofrimento é fruto da ignorância e também teimosia em repetir os erros.
A medida que o homem evolui o sofrimento diminui assim como na escola as lições rareiam quando o aluno já está pronto. Os renascimentos na carne são níveis escolares do espírito em ascensão que quando aprende todas as lições da vida, não precisará mais reencarnar.


A fé na Grandeza Divina nos dá certeza que tudo teremos no futuro. Deus nos dá tempo para amadurecer e sabe que quando atigirmos esta maturação, saberemos por nós mesmos, o que é bom para nós.


Mestre Jesus veio nos trazer uma fórmula mágica para evitar futuros sofrimentos : " Amai-vos uns aos outros e fazeis ao próximo o que queres que vos façam"


Fiquem na paz e no amor.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

INTUIÇÃO


INTUIÇÃO


Intuição: ato de ver; percepção clara, reta, imediata, de verdades, sem necessidade da intervenção do raciocínio; pressentimento.

Dissecando a palavra pressentimento temos o pré-sentimento, ou seja, um sentir antecipado. Não se usa um pré-raciocínio e nem o pré-mentalização para traduzir a intuição, portanto, concluímos que o veículo da intuição é o sentimento.

A criatura intuitiva nunca diz que está "pensando" em algo que vai acontecer e teme, diz sim: "estar sentindo "que algo irá ocorrer", por isso teme. Ou, diz-se que certa pessoa passa uma imagem que "sentimos" que não é verdadeira. Tudo são exemplos de como se processa uma intuição que nada tem em comum com a mente.

As mulheres por utilizarem mais os sentimentos do que o intelecto estão mais abertas para a captação das mensagens intuitivas do que os homens. Isso não generaliza, há homens também extremamente sensíveis que possuem o dom da intuição em alto grau, tudo depende do esforço de cada um para ampliar o sentir.
Certas pessoas que embora tenham o dom intuitivo nem sempre poderá afirmar que tudo que sente seja algo que irá ocorrer; pode sim, que seja um sentimento interno que a faça querer que algo aconteça. Por isso é importante estudar seus sentimentos para saber identificar e diferenciar a mensagem que pode ser mais anímica do que intuitiva.

O crescimento da ciência e tecnologia fez o homem se tornar mais racional do que sentimental; não o sentimental piegas, mas o ser amoroso por excelência.
Para evoluirmos é necessário possuir consciência plena do que somos e do que sentimos. Só a clareza mental não é suficiente é necessário possuir o domínio dos sentimentos.

Copio em seguida, uma frase da Revista Veja de janeiro de 1997:“Empresas e escolas aderem à tese de que o sucesso depende mais dos sentimentos do que do Q.I.”.

É a chamada Inteligência Emocional. Um homem poderá possuir cabedais de conhecimentos numa área se não tiver um equilíbrio e domínio em suas emoções poderá fracassar em qualquer atividade humana. O artigo se resume em indicar aos educadores o equilíbrio entre a mente e o coração; ambos atuam em conjunto.
Voltando ao assunto intuição está comprovado que a criatura mais intuitiva é aquela que buscou conhecer o seu sentir. Não se domina o que não se conhece.
Um ser muito racional possui fraca intuição.

O ser equilibrado nos sentimentos é o que se dá bem nos relacionamentos amorosos, no trabalho, lar e escola. Não os que são sensações em festas e reuniões, mas, os que não entram em conflito com ninguém. É o que chamamos de criatura pacífica, a que dominou a si própria. Domou suas reações emocionais negativas.

COMO IDENTIFICAR NOSSOS SENTIMENTOS

Auto-análise

Observar o que os outros falam de nós, não tanto os elogios, mas as críticas. Os outros observam melhor o que somos.
Quando estamos sentindo que algo está nos incomodando por dentro, parar e buscar a causa da perturbação, não deixando este sentimento persistir e nem culpemos o "lado de fora" por este incômodo. A causa está em nós e não nos outros.
Desde que os nossos sentimentos são propriedades nossa só nós podemos modificá-los. Quando sentimos que alguém tenta nos ofender só iremos, realmente, nos sentir ofendidos se deixarmos. Ninguém "entra em nós” e mexe em nossos sentimentos. Somos donos e responsáveis do que sentimos e não os outros.

Não podemos mudar as criaturas que nos perturbam, mas podemos nos educar para não nos sentirmos incomodados por elas.
Ao notarmos uma criatura superior em inteligência, beleza, sucesso ou riquezas, observemos o que sentimos em relação a elas. Se for admiração é positivo, mas se for algo que não confessamos nem a nós mesmos como a inveja, então é sinal para mudarmos.
Quando sentirmos uma paz imensa e um amor pleno por todas as criaturas é quando nos aproximamos de Deus.
Ampliar estes sentimentos é a maior tarefa da vida.


"Deus é Amor" e se somos deuses temos que ser Amor para receber suas mensagens por via da intuição.


Miryã Kali/ MLucia

(trecho extraído de: "A Mente e os Sentimentos do Homem")

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TUDO QUE EXISTE, EXISTE.



                                          TUDO QUE EXISTE, EXISTE



 Não se dá nome para algo inexistente. Tudo que tem nome existe.


Dragão, fada, monstro, amigo imaginário, viagem astral, disco voadores, reencarnação, espírito, Deus...
 
Os chamados frutos da imaginação são coisas lembradas e realmente vistas em algum lugar, nesta ou em outras dimensões. O que o homem cria na matéria é extraído do seu conteúdo ilimitado que chamamos de inconsciente.
 
 
Quase toda criação humana vem deste arquivo, pois não se extrai coisa alguma do nada porque nada não existe.
Existe vida dentro e fora da matéria, existe vida após a morte.
Existem seres invisíveis nos influenciando e dando idéias.
Toda criação vem do inconsciente do homem, do plano espiritual, de outras dimensões.
 
 
Psiquiatras e psicólogos com os conhecimentos acima são os que obtém êxito no trabalho de garimpo dos problemas mentais de seus pacientes. Porque não se prendem à vida presente e a uma única esfera de ação como a material.
 
A criança que tem um amigo imaginário está realmente vendo uma entidade verdadeira só que invisível para os demais.
 
O doente que está morrendo e passa a falar ou, como dizem, delirar , está vendo espíritos de amigos e parentes que vieram buscá-lo.
 
Os bêbados e drogados quando passam a vociferar com o ar, falando sozinhos no seu delirium tremens, não estão falando com seres inexistentes, mas sim, com criaturas do plano espiritual inferior que foram atraídas pelos seus vícios.

 
O doente psiquiátrico profundo que se imagina um grande personagem da história ou mostra personalidade diferente da que se apresenta comumente; não está representando um papel que a mente criou, está relembrando o que vivenciou em vidas passadas que, por alguma razão, continua a reviver. Não são frutos da imaginação e sim, fruto de uma vivência não equilibrada que continua a existir em sua mente.
 
A mulher ou o marido que persegue o cônjuge com ciúmes além do normal que em muitos casos são infundados, estão se respaldando nas lembranças inconscientes das traições sofridas em vidas pretéritas.
 
Uma idéia semelhante que surge em vários pontos do planeta veio de uma mesma fonte existente no plano extra-físico.
 
O homem nada inventa, só descobre e lembra.
Tudo é real.
As provas estão nas manifestações.
 
 
O que não existe não aparece de forma alguma em nenhum lugar, nem na imaginação. E não tem nome.
 
 
Em tudo que achamos fantasioso e absurdo sempre existe algo verdadeiro que lhe deu origem.
Tudo que é imaginado tem fundo de verdade.
 
"A imaginação é mais poderosa que o conhecimento", disse Albert Einstein porque sabia que a imaginação vara os limite da vida física e ultrapassa as dimensões.
 
 
                                                         Miryã Kali/ MLucia



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Recomendações para Palestrantes e Expositores


Recomendações para Palestrantes e Expositores


A Doutrina Espírita é maravilhosa e perfeita para ensinar e orientar a humanidade no estágio que ela se encontra.
Nada temos que possamos melhorar ou modificá-la, apenas notamos em palestras e exposição onde os assistidos no centro ouvem enquanto esperam a chamada para os passes, que os temas expostos são na sua maioria muito teóricos e de fácil esquecimento.
Sabemos da importância das palestras dadas antes dos passes porque os assistidos mais precisam de esclarecimentos, orientações para melhorar seus passos na vida e, principalmente, induzir à modificação dos pensamentos do que dos passes.

É comum o palestrante ou expositor dizer aos ouvintes que é necessário perdoar, amar, ter bons pensamentos, fazer a caridade etc. Mas o que percebemos, olhando a platéia, é que a maioria das pessoas, ou dormem, ou se sentem enfastiadas com tantas recomendações teóricas que a mente não fixa. Saem um pouco melhorados, mas logo esquecem o que ouviram. Por quê?

Notamos que falta nas falas o que chamamos de indução à prática. Se servir de comparação, seria como uma mulher dando uma lista de ingredientes de um bolo sem explicar como se faz o bolo. Toda receita tem a lista de componentes e o “modo de fazer”. Falta a nossa doutrina mensagens e aulas de “como fazer” tudo aquilo que recebemos em forma de mensagens do plano espiritual. As mensagens são maravilhosas, mas poucos conseguem colocar na sua vivência do dia-a-dia por falta de entendimento da prática.

As mensagens usam temas puramente abstratos, isto é, existente só nos domínios das idéias sem se estender no uso diário.

Para facilitar a compreensão, passarei a usar só o termo “palestra” para definir tudo que é falado ao público num centro espírita. Seja aula, preleção, exposição ou mesmo palestra.

Ao se falar do Perdão:
PERDÃO:


-Perdoar é esquecer.
-Perdoar é dar novas chances para o outro, mesmo correndo o risco de novas quedas.
-Lembrar na prática do perdão que a capacidade de errar do outro é a mesma que temos.
-O perdão não é só aos inimigos, mas principalmente aos amigos, parentes próximos ou distantes, pois é mais difícil de perdoar àqueles que amamos do que a um estranho que nos prejudicou.
-Lembrar que são comuns pequenas vinganças entre parentes e amigos e que isto pode ser computado como falta de perdão. Um exemplo: “aquela amiga não me procura, não telefona e nem manda e-mail, então eu também não vou procurar”. Não me convidaram para a festa ou reunião, eu também não vou convidar quando eu der uma festa. Parece tudo coisa banal, mas é dificuldade de perdoar. Lembrar que é nas pequenas coisas que praticamos para as grandes.
Ao se falar sobre a caridade:
CARIDADE:


Tema muito falado e recomendado nas palestras, mas que os leigos entendem apenas como esmola. Explicar que para a caridade há várias formas de praticar, seja mesmo com dinheiro, roupas e calçados usados.
Darei uma pequena lista de sugestões para a prática da caridade:
-Caridade da fala. Induzir os ouvintes a falar sem magoar ou ferir ninguém. A palavra pode machucar tanto quanto uma arma.
-Caridade do pensamento, não pensar mal de ninguém.
-Viu alguém fazer algo errado, não comente e nem pense mal.
-Ouviu um comentário maldoso, não passe adiante.
-Estando acompanhado de pessoa chata, maçante ou irritada, use a caridade da paciência explicando que pessoas assim são quase sempre infelizes consigo mesma ou com o mundo.
-Não ria de uma situação cômica de alguém que caiu, ou falou ou fez algo impróprio sem perceber. Ponha-se no lugar dela.
-Respeitar o livre arbítrio do próximo, mesmo se ele estiver fazendo algo prejudicial a si mesmo. Dar conselho e calar se não foi aceito, é a maior recomendação.
-Tem conhecimentos de coisas úteis, repasse, não guarde para si.
-Fazer alguém triste sorrir e ter esperança.
-Visitar um doente. Fazer companhia a um solitário.
-Usar o dom artístico, profissional e intelectual para ajudar pessoas ou entidades assistenciais.
-Contar histórias para as crianças carentes ou doentes. Também são válidas, as brincadeiras.

À medida que vamos citando cada item da lista acima, os ouvintes começarão a fazer projetos mentais para a prática de algo que ouviu e que o marcou. Por exemplo: quando falamos para termos paciência com uma pessoa irritadiça ou maçante, já projetam na mente a figura de um parente, patrão ou amigo com estas características e procurarão modificar seus sentimentos em relação a elas.
É diferente dizer: faça a caridade. Do que explicar: como fazer a caridade. As maiorias das palestras são pouco objetivas, por isto poucos se modificam ao ouvi-las.


Note a diferença das frases:
1-“Jesus pregou a caridade.”
2-“Ao ouvir falar mal de alguém, não vamos passar adiante a maldade relatada, mas fazer a caridade do silêncio como pregou Jesus.”


A diferença das duas frases é que a primeira é teórica, genérica e vaga e a segunda é objetiva, explicativa e marca na memória. Pois ao exemplificar um ato é comum o ouvinte se lembrar de algo assim que lhe aconteceu e avaliará sua atitude de acordo com o que foi exposto pelo preletor. O uso de estórias é sempre muito apreciado pelos assistidos.


Evitar o quanto for possível o uso de palavras abstratas como: caridade, fraternidade, paciência, reforma íntima, humildade, orgulho, vaidade sem a devida exemplificação.


Sabemos que temos que fazer a "reforma íntima", mas o que a maioria pensa é sempre igual: "tenho que deixar de ser orgulhoso, ou egoísta, ou vaidoso", mas poucos sabem como "tirar" estas falhas morais. Por isto é necessário dar uma pequena amostra de como podemos extrair defeitos para ganhar valores morai assim a exposição será mais proveitosa e de fácil memorização.
É importante também a forma de como é exposto o tema. A expressão facial do palestrante, a colocação dos sentimentos nas palavras não pode ser esquecida. É comum ouvirmos o expositor falar como se fosse uma máquina de gravação, apenas repetindo frases que decorou ou o que está escrito no papel que trás à mão. Isto desmotiva os ouvintes a se fixarem no tema o mais comum é fazer a platéia dormir ou olharem para o relógio aguardando com impaciência o tempo de sair da sala.
Cuidar para que o expositor (a) não exponham o tema como acusação aos ouvintes para não lembrar as pregações de cátedras tão comuns antigamente. Expor um tema não é o mesmo que dar bronca para um grupo de colegiais. Evitando mais do que tudo a expressão facial de superioridade aos demais. Longe estamos de praticar tudo que falamos.

O mesmo sistema de “aula prática” exemplificado acima pode ser usado com qualquer tema em pauta no centro, inclusive para as mensagens escritas.
Falar sobre o Evangelho, sobre a Doutrina Espírita mostrando os ensinamentos que o plano espiritual trouxe para o engrandecimento e felicidade da humanidade é uma tarefa de grande valor que merece ser bem executada

Miryã Kali/MLucia